29.10.12

Amor que não se mede


Todo super-herói luta contra um inimigo. Esses aí embaixo também. Só que nessa batalha o desafio é um pouquinho diferente: a força vem de pessoas comuns, feito você e eu, que não temos superpoderes, mas que juntos somos capazes de multiplicar a esperança. 

A Associação Unificada de Recuperação e Apoio (Aura) é uma entidade sem fins econômicos, criada em 1998, para oferecer suporte terapêutico a crianças e adolescentes com câncer e a seus familiares. A galerinha vem de várias partes de Minas Gerais e até de outros Estados. Lá, recebem gratuitamente alimentação, moradia e muito amor, durante todo o tempo em que estão em tratamento na capital mineira. É tão bacana que vale a pena você conhecer. Acesse o site da Aura. Clique.


Crianças atendidas pela Aura

Certa vez, li na Revista Encontro uma matéria intitulada "Eles merecem seu dinheiro", que destaca dez entidades filantrópicas da Grande BH que desenvolvem um trabalho honesto e eficiente. Dentre elas, está a Aura. Descobri que disponibilizaram a reportagem na internet. O link está aqui. Clique. Pare só um pouquinho e leia. E, se puder, colabore com doações ou sendo um voluntário. 

pedro antônio de oliveira

27.10.12

Descompasso


A espera é quando o coração vai de avião e os ponteiros do relógio andam de bicicleta.

pedro antônio de oliveira

Coragem



Dorinha, que mora um andar acima, teclou comigo só para confidenciar: está aprendendo a não se sentir tão culpada. Está aprendendo a respeitar seus desejos e limites. Se ela deu uma resposta enviesada, se acordou de mau humor e não quis conversa, se preferiu ficar lendo aquele livro de seiscentas páginas em vez de arrumar o quarto, se deu um fora no jantar em família, se, se, se, se... ela garante: pede desculpas a quem magoou, volta atrás e tenta reparar o erro, liga o MP3, dança sozinha no quarto ou dedilha sua música favorita no violão (Que lúdico, não?). Sem culpa. Tudo sem culpa (Ham? Culpa, o que é isso?). Ela não é perfeita, não é robô, não é máquina programada só para acertar, aceitar e ser boazinha. Tem vez que ela abotoa o pensamento naquele alguém especial que não dá bola. É quando ela acha a vida injusta. Porque justiça seria se esses dois corações se autoconectassem de uma vez por todas e, juntos, se teletransportassem para um luau em terras paradisíacas. Enfim, quanta coisa imperfeita e inconstante sublimando ao vento, igualzinho a ela. 
Primeiro ela vai se amar. Já está se amando. Engraçado que então percebeu que amor começa mesmo com a gente, daí o mundo se torna um lugar mais habitável e humano. Ela está se sentindo mais desoprimida (Que bom!).
Definitivamente, está nascendo uma nova Dorinha: uma Dorinha que se adora, que se entende (Será?) e adora as pessoas a sua volta, do jeito que elas são, cheias de altos e baixos, tristezinhas, muxoxos e sorrisos. Ser gente é assim, metamorfosear-se, tentando ser feliz.


pedro antônio de oliveira


23.10.12

Blogueiro-morcego





Eu queria não precisar dormir, juro! Por exemplo, planejei fazer um bilhão de coisas agora à noite. E acabei não fazendo quase nada. Só que amanhã vou encarnar o tenebroso monstro das olheiras, se não dormir minhas revitalizantes oito horas noturnas. Mas o que eu queria mesmo era ficar bem aceso, ouvindo música, lendo, estudando inglês (Oh, my God! I need to improve my English! Porque vivo cometendo gafes internacionais pelo meu pequeno mundo afora.) ou simplesmente escrevendo frivolidades neste blog, que incontáveis vezes já pensei em implodir. Aliás, todo blogueiro que se preze já pensou em destruir seu blog, pelo menos, uma centena de vezes. Alguns levaram a cabo essa ideia virtual macabra (BwaaahauahauahauauU!  - Risada sem graça de monstro.) E se você ainda não percebeu, vários posts já sumariamente desapareceram desta Torre por terem se tornado para mim algo horripilante, asquerosamente piegas ou sem sentido. A propósito, o que realmente faz sentido? Nothing!

Termino com um trecho de uma musiquinha meio velhinha do Charlie Brown Jr. (porque os hits ultimamente ficam velhos e caducos num piscar de olhos):   

Toda positividade eu desejo a você
Pois precisamos disso nos dias de luta
O medo cega os nossos sonhos
O medo cega os nossos sonhos
Menina linda, eu quero morar na sua rua.


(...)

pedro antônio de oliveira

O valor de cada coisa



Soninha tem mania de achar que pode controlar tudo: o tempo, as pessoas, os desfechos das tramas... Ela está quadradamente enganada. 

Não me canso de repetir: "Soninha, pra que tanta pressa? Deixe a vida acontecer, ô maluca! Seu coração ainda acaba frito!".

Será que um dia ela vai me dar ouvidos?

Mas não é só a Soninha. 
Conheço tanta gente que anda precisando descobrir a felicidade nas coisas simples da vida. (Ah, e quem está nadando aí na foto não é a Soninha, não. E nem esse aí, curtindo um sol na grama, sou eu. Tirei a imagem daqui ó: clique.)

pedro antônio de oliveira

4.10.12