5.5.18

Sobre viver


Da terra retiro sua gama de cores:
ocre, vermelho, ferrugem,
terracota, outono, o sol.

E pinto a alma em pinceladas grossas,
camada sobre camada,
para aguentar o peso do céu.

Roseana Murray

22.4.18

Com a missão de acender estrelas

Foto: Marcelo Santos
E se de repente todas as estrelas se apagassem dentro de nós? Estaríamos condenados à escuridão de uma vida sem sonhos? Em tempos de profundo desânimo, motivado por crises de toda ordem, o exercício de manter viva a chama da esperança parece mesmo exigir um esforço sobre-humano. Certa disso, a escritora e poeta Dora de Oliveira apressou-se em acender seu candeeiro de poemas e agora lança “Por que apagaram as estrelas?”, pela Pomar de Ideias Editora, no próximo dia 26, no Sesc Palladium. “Mario Quintana já anunciava: ´Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas’”, lembra a autora. “Por isso, o desejo de me expressar por meio de metáforas e, assim, vislumbrar, quem sabe, o renascimento interior de que tanto necessitamos.”

Dora, que já publicou “Voos diversos” (Câmara Brasileira de Jovens Escritores), em 2014, e participou de várias antologias literárias – uma delas em São Paulo e três na Itália –, conta que, há algum tempo, vem burilando os textos deste novo livro, sempre com os olhos voltados para o céu, com a avidez de quem precisa redescobrir sua humanidade. “São tentativas, quase instintivas, de responder às inquietações cotidianas, de não me tornar uma pessoa endurecida, dolorida, com medo do outro”, confidencia.

Segundo ela, o ser humano distancia-se de sua verdadeira essência ao caminhar quase sempre sobrecarregado por tarefas que se assemelham a um pesado fardo. “Quem terá a coragem de acender sua estrela, desviando o olhar da linha reta para tocar belezas necessárias e libertadoras?”, questiona. “Espero que esta leitura quebre um pouco as correntes que nos prendem.”

A poeta não nega que a escrita dos poemas represente uma catarse. “O sonho é o que nos sustenta e precisa ser alimentado numa época de desencanto”, sugere.

Dora estabeleceu para si uma rotina de produção literária. “Embora ame as tarefas do dia a dia, abandono tudo, se for preciso, e vou escrever.” Meus filhos logo compreenderam esse amor pelas palavras e me incentivam a seguir em frente.

Para fugir do temeroso efeito manada, que aprisiona, Dora revela ainda que, mesmo em seu ambiente profissional, por exemplo, encontra formas de contemplar o céu real e o imaginário, seja através do vidro da janela ou escapando até o vão livre do prédio, em dias luminosos ou nublados. “Até as nuvens conseguem refletir movimento, passagem, transposição. Até elas podem nos ensinar um caminho diferente daquele obrigatório, que nos foi prescrito como indispensável. Abracemos com vigor nossas chances”, conclui.



AGENDE AÍ

O quê: Dora de Oliveira lança o livro “Por que apagaram as estrelas?” (Pomar de Ideias Editora, 64 páginas, formato 11cm x 18 cm)
Quando: Nesta quinta-feira, dia 26/4, a partir das 19h
Onde: Sesc Palladium, foyer da Av. Augusto de Lima, 420 – Centro | Belo Horizonte | MG

“Neste livro Dora cumpre a função do artista verdadeiro, que observa o mundo, o traduz com as peculiaridades de seu espírito e devolve suas impressões a outros, como um náufrago que pacientemente engarrafa mensagens a destinatários desconhecidos.” 
Fernando Righi, jornalista e músico

“Os dias áridos, aqueles em que somos forçados a viver segundo o preceito ocidental de sobrevivência e competição, não podem ser capazes de anular em nós o prazer da vida. “Por que apagaram as estrelas?”, de Dora de Oliveira (Pomar de Ideias Editora), convida o leitor fatigado a olhar mais para o alto, na tentativa de redescobrir tudo aquilo que dá sabor e sentido a nossa existência, e que, por motivos diversos, pode ter ficado perdido. A obra é um clamor lírico contra o turbilhão de urgências desnecessárias que sufocam e empanam o brilho de ser livre e feliz.”
Pedro Antônio de Oliveira, jornalista e escritor

11.4.18

Que brilha


Sem foguetes nem balões,
 carros alados ou corcéis.
É com o coração 
que se alcança sua estrela.

Pedro Antônio de Oliveira

28.3.18

Renovação


Vai fazer falta um bom outono
depois de um verão tão longo.
O verde está secando
e o vento sul se demora,
mas eu sigo esperando
que cheguem cantando
a chuva e minha hora.

Silvio Rodriguez

23.3.18

O que é simpatia


Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!

Casimiro de Abreu

16.3.18

... ou pensando em você


Eu me aposentei dessa vida
e dirijo empresa de sonhos.

Zélia Duncan

Segundas mornas intenções


Subindo a avenida
Mudando a direção
Se eu jogar a vida num refrão
Você, eu sei, vai devolver pra mim.

Lô Borges

Diferentão


Em menino eu sonhava 
de ter uma perna mais curta
só pra poder andar torto.

Manoel de Barros 

Caleidoscópio


A vida da gente é mistério
A estrada do tempo é segredo
O sonho perdido é espelho
O alento de tudo é canção.

O fio do enredo é mentira
A história do mundo é brinquedo
O verso do samba é conselho
E tudo o que eu disse é ilusão.

Paulo César Pinheiro

Em pétalas


A tarde continha
tudo o que eu queria:
a flor e o domingo.

Hamilton Faria

3.3.18

A invenção da infância

Ser criança não significa ter infância. 

Que mundo estamos oferecendo às nossas crianças? A que valores elas estão expostas a todo momento? É certo que os pequenos compartilhem os mesmos ambientes físicos e virtuais dos adultos? O que esperamos de uma criança? Que papéis elas devem desempenhar nessa curta fase da meninice? Vale a pena reservar uns minutinhos para assistir a este vídeo e refletir sobre o futuro que queremos para nós e, é claro, para a meninada. Será que ainda há tempo de operarmos uma transformação positiva nesse cenário, no mínimo, desolador?


Pedro Antônio de Oliveira

22.2.18

Esse dom de abrir caminhos



Ser professor é basicamente uma aposta no futuro e, por isso, 
o professor está condenado a ter esperança.

Leandro Karnal

Autopsicografia


O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.

E, assim nas calhas de roda,
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

11.2.18

Não se deixe


Mas sei que Deus está no perigo e eu
eu preciso de falhas.
Preciso da tinta descascada,
da aspereza que esqueceram de polir,
do defeito que fugiu aos olhos.

Antes o risco,
antes a inquietação e suas agulhas
do que amarrar-se à permanência
e murchar-se.
Antes o precipício
do que a clausura
entre paredes com olhos
quando estamos nus.

Carmen Sylvia Alves de Vasconcelos

Poema ao Verão


Vem...Verão... com pétalas de sol zunindo
a tarde ameaçada pelo incêndio da noite 
súbita de harmonias, rasgada de ocultas aves
ciciando a espuma translúcida dos olhos,
devorada de penumbra.

Vem... Verão... coberto de sonhos rente ao rio
exausto, de vermes apodrecidos
sob o hálito fugidio das folhas secas
– de sol e mistério breve – 
num harpejo de searas e semente.

Vem... Verão... dócil sonâmbulo abrindo
as entranhas da terra grávida,
de secura e pólen amarelo
em crepúsculos voando o inverno
num violino de cigarras.

Vieira Calado

5.2.18

Soerguer-se


As pedras que erguemos 
do percurso que seguimos 
são para subirmos novamente 
no muro que nos escondeu o sol. 

Thiago Azevedo

4.2.18

O mundo não está aí pra virar poesia


o mundo não está aí pra virar poesia
embora a árvore parada aguarde em silêncio
pronta pra ser fotografada
o gato de preto e punhos brancos
ande sempre com seu melhor traje
e os pássaros em voo sincronizado
denunciem pela perfeição dos movimentos
que ensaiaram durante horas

o vento orquestra uma sinfonia muda
os panos de chão dançam pendurados nas janelas
as formigas
fingindo trabalhar
desfilam com suas folhas verdes
alegorias de mão
e mesmo as paredes se deixam cobrir de limo
descascam voluntariamente
em permanente exposição

Ricardo Silvestrin

3.2.18

Passa o tempo


Morena, dos olhos d'água,
Tira os seus olhos do mar.
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar.

Chico Buarque

23.1.18

Ainda estamos juntos


Alguém pode morar para sempre no nosso coração, mesmo não estando mais aqui com a gente, na Terra. É a pressa, a correria, a rotina agitada que vão matando as pessoas especiais dentro de nós. Com o tempo, a gente nem se lembra mais da voz, do sorriso, do jeito da pessoa... enfim!... de que aquele alguém tão importante um dia existiu. Isso não é péssimo!?

Numa tarde dessas, abri uma caixa de retratos antigos. E lá estavam minha avó, minhas tias, um tio superquerido, primos amados... Todos já se foram, deixando para trás um vazio enorme. Minha tristeza maior foi perceber que a loucura do dia a dia estava apagando aqueles rostos da minha memória, como se eles nunca tivessem feito parte da minha vida.

São tantos afazeres, tanta bugiganga que a gente carrega e persegue, que fica difícil reservar um tempinho só para recordar quem passou pela nossa história. Será que essa agitação que bagunça nossa vida já não é uma desculpa, um modo inconsciente de fugir, não encarar a realidade, não enxergar as perdas, não reunir os pedaços da gente que foram ficando pelo caminho?

Em algum lugar, alguém nos observa e continua nos amando. Pense nisso.

Pedro Antônio de Oliveira

Decifra-me


E eu viajei sobre os telhados das casas como faço todas as noites. Pessoas e bichos dormiam, sem desconfiar de nada. Somente os olhos bem acesos das estrelas, cintilantes como reflexos de sol no orvalho, miravam minha silhueta transparente na madrugada fria.

Abri os braços como se eu fosse um querubim. E, no fundo, quem sabe eu era, todo azul na minha imaginação, atirando flechas incandescentes sobre o sono da cidade.

Soprei segredos, palavras mágicas, repletas de códigos, e acordei sonhos antigos, quase esquecidos.

E antes de o dia clarear, minha missão estava cumprida. Voltei para meu quarto para seguir minha vida normal, praticamente invisível também, e, em seguida, caminhar pelo mundo como alguém comum, mais um filho de Deus.

Mas, na próxima noite...

Pedro Antônio de Oliveira

12.1.18

Ao relento

 
No olho da rua, a verdade é nua, crua, abusada. No olho da rua, não se esconde nada, não se tem cantos, gavetas, alçapões, caixas pretas ou velhos porões debaixo da escada. Sem esconderijo atrás da cortina, apenas os passos que pisam esquinas, amassam saudades na pedra molhada.

Flora Figueiredo

6.1.18

Poema inesperado


(...)

 Que eu possa 
cada vez mais desaprender 
de pensar o pensado 
e assim poder 
reinventar o certo pelo errado.

Ferreira Gullar

4.1.18

Sempre no coração, haja o que houver


Ai, como eu gosto dessa música. A letra, a melodia... Tudo acontece na medida certa. Milton Nascimento é fascinante, genial. Alguns artistas atravessam o tempo sempre atuais, sempre surpreendentes. As novas gerações deveriam reservar um tempinho para conhecer músicos como o Milton, ou Bituca, como ele prefere ser chamado, uma vez que as rádios quase não dão mais espaço a essas obras-primas. Uma pena, né!? Precisamos tanto de poesia, leveza, sensibilidade, beleza mesmo! Essa é a palavra. É o que alimenta nossa alma. Pobre de mim se não houvesse poemas como as canções de Milton Nascimento. Querido Milton, obrigado! 😁

Ah, não deixe de conferir a entrevista logo abaixo. Simples e elegante nosso Milton.


Pedro Antônio de Oliveira

30.12.17

Passagem de ano


O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, 
doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo.
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade

Em céu de brigadeiro


Vamos a la playa!
E agarrar o astro-rei com as mãos.
Somos baratas tontas invencíveis
e nada além nos queima, então.
Me alegra tanto este calor
e a luz que abre trilhas 
na escuridão forjada.

Vamos a la playa!
E que um olhar áureo nos fisgue, 
hoje mesmo! É pra já!
Porque viver as espumantes vagas do amor
é muito mais que ter estrelas todas no bolso.
É bem mais que prêmio de loteria.
É alegria! Alegria!
É tudo mais que sonhamos na vida.

Pedro Antônio de Oliveira

*"Céu azul de brigadeiro" (ou simplesmente "céu de brigadeiro") é uma expressão da gíria carioca dos anos 1940/50 que significa "jogar pelo seguro"; que está tudo bem, nos conformes, calmo; que não há perigo nem chateação à vista.

#CheioDeEsperança


E quando a gente percebe que aquele caminho não é o da gente? Que fizemos planos, sonhamos tudo bem coloridinho, mas, no fim, nos decepcionamos? Tudo bem. A vida é assim, pessoal. Ninguém casa pensando em descasar. Ninguém escolhe uma profissão pensando em sair dela logo ali na frente.

Mas, se seu coração não está feliz, se seu dia se tornou um fardo pesado demais, Ora, ora... acenda o alerta! Não acredito que a gente tenha nascido para carregar cruz o tempo inteiro, não! É claro que ninguém vive num mar de rosas! Seria ótimo se assim fosse.

As dificuldades existem, as pedras nos caminhos existem, pessoas que são verdadeiras montanhas intransponíveis existem, os sabotadores existem... Aff! Mas vamos lá! Ser feliz é bom demais, né não!? Sonhe diferente, aposte em novos projetos, acredite que as coisas vão, sim, melhorar e que tudo pode ser mais leve e agradável! Pensamento positivo faz toda a diferença. Saia da inércia! "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!"

Um ano novo começa. Mas é VOCÊ quem tem de fazê-lo verdadeiramente novo. Reflita, veja o que necessita ser mudado. Tenha coragem! Aventure-se mais. Se não der certo, recomece. Pelo menos, você não vai se arrepender por ter tentado.

Eu estou aqui, torcendo por você. Torça também por mim! 😀

Feliz 2018! Saúde, amor e muita alegria!


Pedro Antônio de Oliveira

28.10.17

... em poemas atrasados


Talvez sejamos mais do que pessoas, 
temos tamanhos diferentes
e não servimos nos lugares 
que nos foram destinados.

Escreve sempre que precisares 
de uma porta onde caibas.

Nunca trago chaves comigo.

Margarida Ferra

7.10.17

Para sermos mais livres


A leitura e a escrita abrem janelas para o futuro e desbravam caminhos. Quem lê tende a se sentir mais seguro e confiante, porque aprende a se conhecer melhor, dar nome e significado a seus sentimentos e a se sentir menos sozinho.

A leitura amplia nosso mundo interior e nos permite lidar com as emoções de forma mais madura. Por meio da leitura, adquirimos mais informação e conhecimento e, com isso, mais firmeza para seguir em frente rumo à realização dos nossos sonhos.

Quanto melhor a qualidade da leitura, maiores as chances de aumentar nosso repertório de palavras e argumentos, aprimorar nosso pensamento e nossa comunicação com o mundo.

A leitura e a escrita são, sim, formas de libertação.

Pedro Antônio de Oliveira

 "Vem, história;
me faz sonhar,
me faz crescer...
e pode chegar."

16.9.17

O Pássaro das Sombras em Juiz de Fora


Um abração cheio da carinho para os estudantes do 4º ano do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora, Minas Gerais. 💛 Eles leram "Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras" (Editora Lê) e fizeram um lindo estudo da obra. Espero que tenham curtido muito esse avestruz tímido e seus amigos maluquinhos! Um beijão para as professoras! 😘 Mandem notícias!


Pedro Antônio de Oliveira

20.8.17

Algo assim, de neon


Respeite as estrelas e os sonhos.
Respeite tudo o que brilha e nos acorda.
E nos convida para outras galáxias,
outros mundos
e terras do sem fim.

Pedro Antônio de Oliveira

3.8.17

Pela estrada afora


Me deparei com este projeto lindo, Território do Brincar

O texto sobre os ventos de agosto e as brincadeiras da meninada nesse tempo de suaves vendavais é simplesmente uma delícia. As fotos, então! Tudo feito com muito carinho pela talentosa educadora Renata Meirelles. E agora? Virei fã dela! Vale a pena conferir. Clique e leia

Pedro Antônio de Oliveira

16.7.17

Um lugar


Deixo meu mundo pequeno
e caminho para longe,
até uma estrela brilhante.

 Diante do portal,
um lugar cheio de luzes,
ponho-me a costurar os sonhos
com a linha do horizonte.

Pedro Antônio de Oliveira

7.5.17

Ploft!


Já pensou?
Você pode ser o chiclete grudado no pensamento de alguém.

Pedro Antônio de Oliveira

No Jardim da Infância


O que temos de aprender?

Que as árvores têm sentimentos?
Que até o ser mais minúsculo que existe não quer saber da morte?
Que o dinheiro é o desalinho do mundo?
Que há tantos mundos por aí como fios de cabelo em sua cabeça?
Que um sorriso e uma palavra terna são mais poderosos que um tanque de guerra?
Que a paz só brotará sobre a Terra o dia em que nosso coração for límpido e desarmado como o de uma criança?

Pedro Antônio de Oliveira 

Dar ouvidos...


Passamos a ter medo do silêncio, como se dele fossem brotar todos os ruídos que nos atemorizam. Mas é do silêncio que nascem as respostas, as vozes do nosso Eu mais profundo.

Faça silêncio e ouvirá a música que embalou sua adolescência, os barulhinhos que arrancaram suaves sorrisos quando ainda era apenas uma criança, o som das vozes de quem você amou e que, por algum motivo, foi embora.

Em meio a tanto barulho, não encontraremos as pistas daquilo que nos assombra. Apenas viveremos fugindo, aflitos, apressados, agressivos, insatisfeitos, ávidos pelo prazer instantâneo.

Precisamos do silêncio para desfrutar o divino.

Pedro Antônio de Oliveira 

Transformação


A vitória do amor é a vitória da delicadeza, da compaixão e do respeito.

Pedro Antônio de Oliveira

27.4.17

Travessias


É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

cora coralina

21.4.17

Colégio Santa Dorotéia faz festa para o "Pássaro das Sombras"









Durante semanas, os estudantes do Colégio Santa Dorotéia, em Belo Horizonte, lotaram a página de recados do Pássaro das Sombras! Isso porque a meninada leu o livro "Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras" (Editora Lê) e amou! Depois, eles produziram trabalhos lindos a partir da obra e estavam ansiosos para conhecer o autor dessa aventura misteriosa.

Dia 20 de abril foi a data marcada para o tão esperado encontro. Tive o prazer de receber muitos abraços, belas poesias e ilustrações lindas feitas pela garotada! Foi mágico! Obrigado a todos pelo carinho!!

Quer saber mais? 
Acesse agora mesmo o blog do Pássaro das Sombras!


pedro antônio de oliveira

9.4.17

Em um "Céu Azul" de histórias

Olá, pessoal! No dia 8 de abril, participei de um encontro literário inesquecível! Foi no Instituto Educacional Céu Azul, do Sistema Positivo de Ensino, em Belo Horizonte. A meninada leu meu livro "Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras", da Editora Lê. Sob a orientação das queridas professoras Aretuza Rabelo e Fátima Buters, os estudantes desenvolveram um projeto lindo, intitulado "Carinho, medo, alegria e um punhado de outras emoções".

Durante várias semanas, a garotada discutiu, entre outros temas, o medo, a coragem, a liberdade, o amor, a compreensão, a amizade, a fobia social, a identidade, o romantismo, os amigos virtuais e o indesejável  bullying. Tudo foi retratado em lindos painéis e arranjos poéticos, ilustrados pelos próprios alunos. Alguns adornos desciam do teto, misturando desenhos de personagens do livro a mensagens reflexivas e muita poesia. 

No ginásio, um esquete produzido pela garotada contou a história de uma menina que descobre, um dia, com a ajuda de uma fada bem maluquinha e engraçada, a magia e o encantamento que um livro pode nos proporcionar.

O tempo todo, a turminha interagiu comigo, de um modo muito especial e afetuoso, inclusive durante uma entrevista. Quase no final, houve um delicioso café da manhã produzido por eles mesmos no espaço decorado com poemas. Em seguida, uma sessão de autógrafos, com direito a muitas selfies e abraços, encerrou nossa manhã de sábado. 

Muito obrigado ao Instituto Educacional Céu Azul pelo carinho e pela oportunidade de viver momentos tão felizes como esses! Que Deus abençoe todos vocês com muita saúde e alegria!











Uma manhã inteira de bate-papo e muita descontração, ao lado do Oreosvaldo, o misterioso pássaro poeta

Túnel do tempo

Não é a primeira vez que tenho o prazer de visitar o Instituto Educacional Céu Azul. Em 2010, a galerinha leu meus dois primeiros livros: "Metade é verdade, o resto é invenção" e "Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!", ambos da editora Saraiva/Formato. Vejam algumas imagens dos três encontros que tive, naquela ocasião, com a garotada. Também fui recebido com um maravilhoso café da manhã, organizado pela professora Aretuza e pela meninada.







Na época, ganhei um álbum sensacional com os trabalhos dos alunos; tinha carta de mãe, pai e avó, mensagem para o presidente, pedindo um mundo melhor, e muitas fotos das duas turmas: uma da quinta, a outra da sexta série

pedro antônio de oliveira