5.12.16

Infinitudes


O outro lado de dezembro são as pessoas que se vão e ficamos de mãos vazias.
Mas já que viraram estrela, no oco das mãos cabem muitas estrelas.
Parece que carregar estrelas e ausências é nossa humana tarefa. 
Alguns deixam apenas as notas musicais da sua voz, outros deixam poemas de mudar a vida, de mudar o mundo.
Anda difícil dezembro, apesar das flores rubras, apesar dos girassóis.

roseana murray

1.12.16

Eterna busca


Grande é o desejo de viver,
maior ainda é o de encontrar a paz.

pedro antônio de oliveira

Na caminhada


Por entre espelhos,
meus sonhos
brincam de esconde-esconde.
Mas não me deixam na mão.

Ah, se eles soubessem
mais de mim...

pedro antônio de oliveira

18.11.16

Algo sobre mim?

Talvez a tradução desta música diga quase nada a meu respeito, mas eu adoro.


Esses sonhos de diamantes
Eles não podem disfarçar a verdade
(...)

Um milhão de coisas
E um sonho perfeito de vida
Frágil, mas livre.

"something about you" level 42

10.11.16

Quem sonha mais?


Quem está da verdade mais distanciado:
aquele que em sombra vê a verdade
ou o que vê o sonho iluminado?

alexander search

29.9.16

Mais festa com o Pássaro das Sombras

Flim parece palavra mágica, não é? Quem duvida? É o Festival Literário Magnum. No segundo dia de bate-papo com a galerinha que curte o Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras (Editora Lê), foi a vez de conhecer a meninada da unidade Buritis do Colégio Magnum Agostiniano. E foi sensacional! Muita alegria, supercarinho e participação de todos. Que garotada inteligente e sensível! Foi demais! Obrigado, pessoal! O planeta está em boas mãos com essas belas sementes do futuro!

Conheça o livro, clique.

pedro antônio de oliveira

22.9.16

Energia positiva com o Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras!

O encontro com os alunos do Colégio Magnum Floresta, em Belo Horizonte, MG, foi repleto de sorrisos e abraços. É o Festival Literário Magnum (Flim). Incrível! A sensação que tive é que aquela meninada e eu já nos conhecíamos há tempos. Pena que tudo passou voando, mas os momentos de alegria já ficaram gravados aqui no coração. Obrigado, galerinha, pelo carinho! Vocês deram um show de interação! Vocês são um sucesso! Veja mais fotos no Facebook do Billy!


pedro antônio de oliveira

15.9.16

Carta aos meus netos


Quando eu for grande, quero ser
Um bichinho pequenino
Pra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino.

Quando eu for grande, quero ser
Mais pequeno que uma noz
Pra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós.

Quando eu for grande, quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito.

Quando eu for grande, quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto.

Quando eu for grande, quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem.

Quando eu for grande, quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte.

Quando eu for grande, quero ter
O tamanho que não tenho
Pra nunca deixar de ser
Do meu exato tamanho.

manuela de freitas

11.9.16

Quando tudo muda


Um alguém, que eu nunca vi na vida,
cruzou o meu caminho.
E me sorriu de um jeito,
que não sei contar direito,
nem com todas as palavras do mundo
nem com a poesia lunar
de uma noite incandescente.
Mas assim, no meio da tarde,
ai, como fiquei contente!
Como fiquei.

pedro antônio de oliveira

23.8.16

A morte bate à porta


A morte chegou à cidade,
E na cidade tinha uma rua
E na rua tinha uma casa
E na casa tinha um quarto
E no quarto tinha um armário
E no armário tinha uma gaveta
E na gaveta tinha uma caixa
E na caixa tinha uma bolsa
E na bolsa tinha um retrato
E no retrato, Você:

Que iluminava o retrato,
Que iluminava a bolsa,
Que iluminava a caixa,
Que iluminava a gaveta,
Que iluminava o armário,
Que iluminava o quarto,
Que iluminava a casa,
Que iluminava a rua.

E com tamanha claridade
A morte fugiu da cidade.

sérgio capparelli

Que seja bom pra mim


Nos seus olhos quero descobrir
uma razão para viver.

frejat

13.8.16

E a vida em você vira sol


Pequenino, me ensina como é que faz,
como rima, aflição e paz.
Arrepia, que a vida não espera mais,
incendeia meu balão de gás.

Toca fogo nessa lira
e me pira mais,
gente fina, coração em paz.

flávio venturini

2.7.16

Voam no vento


Amor é uma palavra que enfeita, que laça, abraça, esconde outros desejos.
Desejos são delírios, lírios que dançam, iludem, balançam.
Corações, corações são pequeninos grãos de areia, tão fininhos.
Que qualquer vento, menino, leva pra outro lugar.
Olhos nos olhos, que temos tempo, pois tudo é tão simples, simples de achar.
Que o sentimento não mede palavras, pois as palavras voam no vento.
Que o sentimento não pede palavras, pois as palavras se perdem no tempo.

fábio jr.

26.6.16

Saber pra viver


Nesta vida,
pode-se aprender três coisas de uma criança:
estar sempre alegre,
nunca ficar inativo
e chorar com força por tudo o que se quer.

paulo leminski

16.6.16

Profissão: Menino


Estudar é desumano! 
Só o brinquedo é divino! 
Aqui cheguei por engano! 
Viver não é pra menino!

paulo mendes campos

12.6.16

Sempre olhei pro céu


Ô, ô seu moço do disco voador,
me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô seu moço, mas não me deixe aqui,
enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.

raul seixas

Livres


Nós nascemos para ter asas, meus amigos. Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: "nós nascemos para ter asas". No entanto, em épocas remotas, vieram com dedos pesados de ferrugem para gastar as nossas asas, assim como se gastam tostões. Cortaram-nos as asas como se fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingênuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca. Apesar disso, sábios, estudiosos do arco-íris e de coisas transparentes afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas; e, novamente cortadas, de novo voltam a ser. Aceitemos essa hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática. Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair.

josé fanha

Em paz


Eu queria ter o tempo e o sossego suficientes
para não pensar em coisa nenhuma,
para nem me sentir viver,
para só saber de mim nos olhos dos outros, refletido.

alberto caeiro

24.3.16

Acordar


...e poder conduzir a vida
como aquelas nuvens de algodão
que passeiam atrevidas pelo céu,
dissipando-se em libertação.

pedro antônio de oliveira

Do divino lugar


De longe te hei de amar; 
- da tranquila distância 
em que o amor é saudade 
e o desejo, constância. 

cecília meireles

21.3.16

Qual o caminho?

Por onde andam os meninos do Isoldina? Banda bacana que merecia ganhar o mundo. Conheci pessoalmente essa turma. Tenho um CD deles. Um som maneiro. Confira aí uma das minhas preferidas.


pedro antônio de oliveira

13.3.16

Quando bate aquela saudade

Quer melhor fase da vida que a infância?

Basta acessar alguns vídeos de grupos musicais infantis da década de 80, no YouTube, para ler dezenas, centenas de comentários de adultos que lamentam ter deixado para trás uma época tão boa, tão cheia de inocência e fantasia. Quem não gostaria de embarcar numa máquina do tempo e voltar a ser criança? Pena que os produtores de discos e de TV parecem ter se esquecido dos pequenos.

Quem hoje está na faixa dos 30 anos ou um pouquinho mais, com certeza, tem história para contar e ótimas recordações das canções incríveis, com melodias deliciosas. Balão Mágico, Trem da Alegria, Os Abelhudos, Xuxa, Bozo, Sérgio Mallandro, Mara, Fofão... e muitos outros.

Separei alguns vídeos superlegais. Confira.


pedro antônio de oliveira

4.3.16

Das nuvens, do céu


Eu vim do esconderijo das estrelas, 
lugar de anjos solitários,
que aprenderam com muitas guerras
o sentido do amor.

Sou de tão longe,
um lugar onde seus olhos e seu coração
ainda não podem alcançar.

Estou aqui, disfarçado de semente,
me tornando, pouco a pouco, um farol
para um dia você olhar para o alto,
me avistar de um jeito descuidado,
com um certo ar de ternura,
e sentir a paz que, 
por uma eternidade,
eu sonhei lhe dar.

pedro antônio de oliveira

19.1.16

Curtindo as férias com o Oreosvaldo!

A tarde estava um pouco chuvosa, o que completou o clima aconchegante da Roda de Leitura da obra Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras (Editora Lê). As crianças produziram textos e ilustrações a partir do tema: "Eu tenho um amigo muito diferente".  Houve premiação e sorteio de brindes para a meninada. Todo mundo ganhou  marcadores de livros e vários motivos para sair por aí, escrevendo a própria história, com muito sonho e alegria. Obrigado aos amigos da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, por esses momentos tão especiais. Obrigado a todos que estiveram lá! Até a próxima!

O ilustrador Maurizio Manzo participou do encontro e se divertiu respondendo a perguntas dos convidados e fazendo dedicatórias com desenhos



Veja mais fotos do evento!

pedro antônio de oliveira