23.8.16

A morte bate à porta


A morte chegou à cidade,
E na cidade tinha uma rua
E na rua tinha uma casa
E na casa tinha um quarto
E no quarto tinha um armário
E no armário tinha uma gaveta
E na gaveta tinha uma caixa
E na caixa tinha uma bolsa
E na bolsa tinha um retrato
E no retrato, Você:

Que iluminava o retrato,
Que iluminava a bolsa,
Que iluminava a caixa,
Que iluminava a gaveta,
Que iluminava o armário,
Que iluminava o quarto,
Que iluminava a casa,
Que iluminava a rua.

E com tamanha claridade
A morte fugiu da cidade.

sérgio capparelli

Que seja bom pra mim


Nos seus olhos quero descobrir
uma razão para viver.

frejat

13.8.16

E a vida em você vira sol


Pequenino, me ensina como é que faz,
como rima, aflição e paz.
Arrepia, que a vida não espera mais,
incendeia meu balão de gás.

Toca fogo nessa lira
e me pira mais,
gente fina, coração em paz.

flávio venturini

2.7.16

Voam no vento


Amor é uma palavra que enfeita, que laça, abraça, esconde outros desejos.
Desejos são delírios, lírios que dançam, iludem, balançam.
Corações, corações são pequeninos grãos de areia, tão fininhos.
Que qualquer vento, menino, leva pra outro lugar.
Olhos nos olhos, que temos tempo, pois tudo é tão simples, simples de achar.
Que o sentimento não mede palavras, pois as palavras voam no vento.
Que o sentimento não pede palavras, pois as palavras se perdem no tempo.

fábio jr.

26.6.16

Saber pra viver


Nesta vida,
pode-se aprender três coisas de uma criança:
estar sempre alegre,
nunca ficar inativo
e chorar com força por tudo o que se quer.

paulo leminski

16.6.16

Profissão: Menino


Estudar é desumano! 
Só o brinquedo é divino! 
Aqui cheguei por engano! 
Viver não é pra menino!

paulo mendes campos

12.6.16

Sempre olhei pro céu


Ô, ô seu moço do disco voador,
me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô seu moço, mas não me deixe aqui,
enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.

raul seixas

Livres


Nós nascemos para ter asas, meus amigos. Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: "nós nascemos para ter asas". No entanto, em épocas remotas, vieram com dedos pesados de ferrugem para gastar as nossas asas, assim como se gastam tostões. Cortaram-nos as asas como se fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingênuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca. Apesar disso, sábios, estudiosos do arco-íris e de coisas transparentes afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas; e, novamente cortadas, de novo voltam a ser. Aceitemos essa hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática. Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair.

josé fanha

Em paz


Eu queria ter o tempo e o sossego suficientes
para não pensar em coisa nenhuma,
para nem me sentir viver,
para só saber de mim nos olhos dos outros, refletido.

alberto caeiro

24.3.16

Acordar


...e poder conduzir a vida
como aquelas nuvens de algodão
que passeiam atrevidas pelo céu,
dissipando-se em libertação.

pedro antônio de oliveira

Do divino lugar


De longe te hei de amar; 
- da tranquila distância 
em que o amor é saudade 
e o desejo, constância. 

cecília meireles

21.3.16

Qual o caminho?

Por onde andam os meninos do Isoldina? Banda bacana que merecia ganhar o mundo. Conheci pessoalmente essa turma. Tenho um CD deles. Um som maneiro. Confira aí uma das minhas preferidas.


pedro antônio de oliveira

13.3.16

Quando bate aquela saudade

Quer melhor fase da vida que a infância?

Basta acessar alguns vídeos de grupos musicais infantis da década de 80, no YouTube, para ler dezenas, centenas de comentários de adultos que lamentam ter deixado para trás uma época tão boa, tão cheia de inocência e fantasia. Quem não gostaria de embarcar numa máquina do tempo e voltar a ser criança? Pena que os produtores de discos e de TV parecem ter se esquecido dos pequenos.

Quem hoje está na faixa dos 30 anos ou um pouquinho mais, com certeza, tem história para contar e ótimas recordações das canções incríveis, com melodias deliciosas. Balão Mágico, Trem da Alegria, Os Abelhudos, Xuxa, Bozo, Sérgio Mallandro, Mara, Fofão... e muitos outros.

Separei alguns vídeos superlegais. Confira.


pedro antônio de oliveira

4.3.16

Das nuvens, do céu


Eu vim do esconderijo das estrelas, 
lugar de anjos solitários,
que aprenderam com muitas guerras
o sentido do amor.

Sou de tão longe,
um lugar onde seus olhos e seu coração
ainda não podem alcançar.

Estou aqui, disfarçado de semente,
me tornando, pouco a pouco, um farol
para um dia você olhar para o alto,
me avistar de um jeito descuidado,
com um certo ar de ternura,
e sentir a paz que, 
por uma eternidade,
eu sonhei lhe dar.

pedro antônio de oliveira

19.1.16

Curtindo as férias com o Oreosvaldo!

A tarde estava um pouco chuvosa, o que completou o clima aconchegante da Roda de Leitura da obra Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras (Editora Lê). As crianças produziram textos e ilustrações a partir do tema: "Eu tenho um amigo muito diferente".  Houve premiação e sorteio de brindes para a meninada. Todo mundo ganhou  marcadores de livros e vários motivos para sair por aí, escrevendo a própria história, com muito sonho e alegria. Obrigado aos amigos da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, por esses momentos tão especiais. Obrigado a todos que estiveram lá! Até a próxima!

O ilustrador Maurizio Manzo participou do encontro e se divertiu respondendo a perguntas dos convidados e fazendo dedicatórias com desenhos



Veja mais fotos do evento!

pedro antônio de oliveira

14.1.16

O carinho dos leitores

No ano passado, ao visitar algumas escolas do projeto Encontro com o Escritor, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, eu fiz muitos novos amigos. Alguns deles me contaram que adoram escrever e querem também ser autores de livros. E eles já começaram a trilhar esse sonho, produzindo textos bem bacanas e até ilustrações. Confira só!


Muito legal, Francyelle! Parabéns! Continue escrevendo bastante e lendo bons livros e revistas! Sonhe e realize! Você pode e você vai conseguir. Um abração!




Estes dois textos acima, com ilustrações, são da Débora Duarte, outra querida leitora, mas não é aquela atriz da tevê, não! (rsrsrs) Essa Débora é ainda uma estudante, e muito talentosa, por sinal! Ela nos mandou um recadinho assim:

"Além de poemas, faço desenhos, alguns quadros e danço. Meus poemas e frases são sobre o que estou passando. Apenas me deixo levar por fatos que já vivi ou que estão ocorrendo, e tento ser a personagem ou, simplesmente, invento. 
O desenho da boca é o poema sorriso." (Débora Duarte)

Fantástico, Débora! A senhorita é uma artista completa! Vá em frente em busca da realização dos seus sonhos! Estou aqui, torcendo por você! Um superabraço!

pedro antônio de oliveira

9.1.16

Roda de Leitura com o Pássaro das Sombras

Aproveitar as férias é o maior barato, principalmente se for num lugar bem legal.

O Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), oferece neste mês de janeiro uma programação especial para crianças e adultos.

Na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, por exemplo, a garotada poderá participar de eventos incríveis, como é o caso da Roda de Leitura com o livro Oreosvaldo, o Pássaro das Sombras (Editora Lê).

Será nesta quarta-feira (13/1), às 14h30, no setor infantojuvenil da biblioteca. Eu e o ilustrador do livro, Maurizio Manzo, estaremos lá! Você está convidado! A entrada é gratuita.


Mais informações: (31) 3269-1223

Acesse: 
www.circuitoculturalliberdade.com.br
Marcelo de Souza e Viviane Ferreira comandam a Roda de Leitura 
da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade


Quem é o Oreosvaldo


O tímido avestruz Oreosvaldo, por não gostar de seu nome, inventou de se chamar Billy. É amigo da pata Norbélia, que o incentiva a ter amizades e curtir a vida. Billy escreve bem e é ótimo em Literatura. Sob o pseudônimo de “Pássaro das Sombras”, criou um blog que se tornou um sucesso na escola. Ele mantinha segredo absoluto, até que, durante a badalada festa da macaca Dalila, a identidade do “Pássaro das Sombras” - convidado de honra - corre sério risco de ser descoberta. Será que Billy se tornará famoso, alvo dos paparazzi, precisando usar disfarces para driblar a fama? Esse sujeito grandalhão e meio desajeitado, por causa do preconceito e da perseguição do porco-espinho Antero, terá de lutar muito contra seus próprios medos, em busca de um caminho mais livre e feliz.

pedro antônio de oliveira

29.12.15

Reavivar

2015 vai chegando ao fim e, de novo, renovamos nossas esperanças em busca de uma vida melhor. Ninguém veio ao mundo com a intenção de sofrer, mas já sei que é impossível caminhar sem experimentar algum amargo nos dias.

Se você pudesse subir ao mais alto arranha-céu e, de lá, conseguisse fixar seus olhos sobre a multidão, veria que, em cada olhar, em cada semblante, há marcas de alegria e vestígios de dor. Ninguém escapa dessa sina.

Viver é muito bom, apesar dos pesares. E tentar transformar tudo ao nosso redor, de um jeito alegre e positivo, é o caminho para uma verdadeira mudança. Que sejamos mais honestos, mais sinceros, mais solidários, menos prisioneiros do dinheiro e do consumo exagerado. Não precisamos de tanta bugiganga para sermos felizes; não mesmo!

Vamos cultivar a paz de espírito, a saúde. E que a verdadeira felicidade tome conta de nós!


Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome pra poder falar de amor.

Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz.

A luz de um grande prazer
É irremediável neon
Quando o grito do prazer
Açoitar o ar, réveillon.

O luar, estrela do mar
O sol e o dom
Quiçá, um dia, a fúria desse front
Virá lapidar o sonho
Até gerar o som
Como querer Caetanear
O que há de bom (Sina - Djavan)

pedro antônio de oliveira

19.12.15

Luz do dia


A alegria é um presépio,
a tristeza é tentação.
Três Marias de um mistério,
a surpresa em procissão.

"sou dela" nando reis

13.12.15

Escuto


Escuto,
mas não sei 
se o que ouço é silêncio 
ou Deus.

Escuto,
 sem saber se estou ouvindo 
o ressoar das planícies do vazio 
ou a consciência atenta 
que, nos confins do universo, 
me decifra e fita.

Apenas sei que caminho
 como quem é olhado, 
amado e conhecido. 

E por isso, em cada gesto, 
ponho solenidade e risco.

sophia de mello breyner

7.12.15

Eu sei que é assim


Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com a gente, me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto.

Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz...

"baby" rita lee

6.12.15

Passarinho engaiolado


Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida o mínimo que se poderia dizer era que era segura e tranquila como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos funcionários públicos.

Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita com arames de ferro ou de deveres. Os sonhos aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na alma, que cada um enche como pode. Assim, restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era o aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da segurança da gaiola.

Bem se lembrava do dia em que, enganado pelo alpiste, entrou no alçapão. Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro. Do alçapão para a gaiola o caminho foi curto, através da Ponte dos Suspiros.

Há aquele famoso poema do Guerra Junqueiro, sobre o melro, o pássaro das risadas de cristal. O velho cura, rancoroso, encontrara seu ninho e prendera os seus filhotes na gaiola. A mãe, desesperada com o destino dos filhos, e incapaz de abrir a portinha de ferro, lhes traz no bico um galho de veneno. "Meus filhos, a existência é boa só quando é livre. A liberdade é a lei. Prende-se a asa, mas a alma voa… Ó filhos, voemos pelo azul!… Comei!"

É certo que a mãe do passarinho nunca lera o poeta, pois o que ela disse ao seu filho foi: "Finalmente minhas orações foram respondidas. Você está seguro, pelo resto de sua vida. Nada há a temer. Não é preciso se preocupar. Acostuma-se. Cante bonito. Agora posso morrer em paz!"

Do seu pequeno espaço, ele olhava os outros passarinhos. Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, nos seus voos tranquilos da fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas, voando como flechas. Ah! Os prudentes conselhos maternos não o tranquilizavam Ele queria ser como os outros pássaros, livres… Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.

Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta? Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!

Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas.

O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Neste momento, um insetinho passou voando bem na frente do seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu mostrando a língua.

— Ei, você! – era uma passarinha. – Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção no gato, que anda por lá… Só o nome gato lhe deu um arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas. A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com ele a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava. Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção. Gatos sobem em árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos meninos com seus estilingues, no dia seguinte.

Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a porta ainda estava aberta.

Neste momento, chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:

— Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego. Pois passarinho de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar…

rubem alves

26.11.15

Reviver


Eu danço em seus olhos
como uma estrela que se acende todas as noites.

E, por um minuto,
eu me esqueço da escuridão do dia.

pedro antônio de oliveira

16.11.15

Disparado


Quando você passa,
um ziriguidum,
um ratatatá,
um deus-nos-acuda,
um la-la-ri-la-lá,
aqui no meu coração.

pedro antônio de oliveira

1.11.15

Tudo mudar


Que o mundo está de ponta-cabeça.
Eu já sei.

Que você pode ser a diferença.
Eu tenho certeza.

pedro antônio de oliveira

Mais uma vez


Reencontrar alguma coisa perdida.
Um sonho.
Um amigo.
Uma música.
Um prazer.
Um sentido.
Uma lembrança.
Uma esperança.

Significa que nada nunca está perdido.

pedro antônio de oliveira

30.8.15

Um milhão de amigos!








                                                                                                            Fotos: Marcelo de Souza

É cada emoção que a gente vive. Foram quatro dias visitando escolas do projeto Encontro com o Escritor, do Carro-Biblioteca da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, que também promoveu Roda de Leitura e Quiz Literário, com perguntas e respostas sobre a vida e a obra do autor. O desafio de dar continuidade a algumas crônicas do livro "Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!", por meio da produção de textos, animou os estudantes e premiou aqueles mais afiados. Quanta gente talentosa! Quem não foi selecionado não precisa ficar triste. Afinal, são tantas redações, que, com certeza, muitos textos legais ficaram de fora (não por falta de qualidade).

O Colégio Caminhar encerrou minhas participações nessa temporada, na sexta-feira, 28/8. Espero que venham novos encontros e muitos, muitos outros amigos pela estrada afora. Lá não foi diferente. Os estudantes, atentos e educados, interagiram com simpatia e muita animação. Professores e funcionários, carinhosos, me presentearam com sorrisos e palavras de incentivo.

O Carro-Biblioteca, criado em 1960, leva informação e cultura a seis bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte que não possuem bibliotecas e outros equipamentos culturais. “O Encontro com o Escritor nasceu do desejo dos leitores de estar fisicamente com o autor, trocar experiências com ele e derrubar o mito de que o escritor é alguém distante, inacessível”, explica a coordenadora Viviane Ferreira. O projeto já recebeu três autores, e contará com a participação de mais dois, até o fim do ano. 

 Obrigado a todos da biblioteca que me acompanharam nessa viagem de alegria e conhecimento, em especial à Gildete Santos, Viviane Ferreira, Cleide Fernandes, Glaucia Gaia, ao Felipe Magalhães e ao Marcelo de Souza. Viva a biblioteca! Viva o Carro-Biblioteca! Viva o leitor!!

Acesse o site encontrocomoescritor.wix.com/blog e conheça mais sobre a iniciativa.


O livro trabalhado nessa edição do projeto Encontro com o Escritor foi  “Uma história, uma lorota... e fiquei de boca torta!” (editora Saraiva/Formato). As crônicas traduzem, do ponto de vista de um adolescente, a vida com os diversos dilemas dessa idade. Provando que a literatura exerce poder em nossas vidas, nas situações mais simples e cotidianas, a obra descreve o ato de inventar histórias, contando lorotas e alegrias que encantam os corações, ou tristezas que nos aproximam uns dos outros.

pedro antônio de oliveira

O que vi de belo




                                                                                                          Fotos: Viviane Ferreira
O terceiro encontro com a meninada foi no dia 27/8, na Escola Municipal Governador Ozanan Coelho. Uma explosão de carinho dos estudantes, professores e demais funcionários encheu meu coração de alegria. Tomamos  leite queimadinho, comendo bolo... hum!! Que delícia! Durante nossa conversa, os alunos contaram seus sonhos: ser jogador de futebol, veterinário, maquinista de trem de ferro, cantora gospel... E muitos outros desejos foram revelados. E nada é impossível quando acreditamos nos nossos dons, temos coragem e não desanimamos diante dos desafios. Um abração para todos dessa escola linda e repleta de gente competente!

pedro antônio de oliveira