26.2.09

Agora é luz


Ela se escondeu
Com medo de o sol lhe queimar
A pele
A esperança
E a sorte de se parecer com um anjo.
Mas aí eu falei pra ela:
Faz isso, não! Verão é assim mesmo, Juliet!
A gente se põe pra fora
Deixa o frio lá dentro
Preso sem ar numa mala
Que é pra ele morrer com o tempo.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

28 comentários:

lupeu lacerda disse...

bonito demais cara.
pode crer, bonito demais.

Eve. disse...

ohwn! lindoo! Mais um lindo! Eu adoro o que vc escreve! =)

Oh, Peu, então, o carnaval de Ssa...eu nunca fui, mas sei que é aquilo que falei no blog...hje em dia muitaa gente não vai mais com a intenção de se divertir...passa no jornal aqui toda hora...mas a outra parte...a boa! Todo mundo que vem, volta encantado!! =D éé...subir no trio...num sei! Nunca subi! huaha xD Ah, mas quem sabe, moço! xD

Beijosss!!

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Caro Pedro. Como ser do frio, gaúcho de almas e dentes, prefiro o ranger da pele ao de julho minuano que o escorrer de suores desse sol de fevereiro. E nem sempre o frio está para a tristeza assim como nem sempre a tristeza está para as lágrimas. Gosto do seu poema porque ele fala de guarda-chuvas, os quais, pelo mero fato de terem essa denominação, são uma contradição em si. Se os guarda-chuvas "guardam chuva", porque os pingos escorrem por todos os cantos da rua? Talvez a Juliet precisasse olhar as invencionices de cada pedra, os olhares de cada cão, pois é no silêncio daqueles que não falam a nossa língua que talvez encontremos algum nome - ainda que esse nome seja mais invenção que qualquer coisa. Mas quem disse que o mundo não é uma invenção criada tão-somente pela palavra, já que a palavra, como diz o Lenio Luiz Streck, é a "pá que lavra o mundo". No mais, virei mais vezes por cá e aguarderei sua visita por lá, meu canto de vidros enegrecidos e ternos até serem provocados. Minha visita de agora foi rápida visto que o sono me destrói. Mas essas são as consequências da finitude, em que pese eu ser mais Camus do que Sartre. Um fraterno abraço e agradeço pelo apoio, o qual, vindo de artistas da rede, sempre nos faz mais felizes, pois talvez todos sejamos peixes capturados pela palavra. E não se esqueça: só carpe diem não vale - tem vezes que só carpe nuit resolve. Com apreço, Eduardo.

Rayanne disse...

:( tadinho do frio!
Cada um tem seu momento...

Tem dia de ser verão,
Tem dia que inverno por dentro,
Assim segue sendo a vida,
Preciosidades a cada momento.

**Estrelinhas**

Ps:. e sê bem vindo sempre, no Contratempo!

Lu Paes disse...

Oi, Pedro!
Nossa, lindissímo seu texto!
Todos são sempre MUITO bons (eu acho pelo menos...) Mas esse é um dos especiais!
E..eu andava meio inspirada quando escrevi 'A Viúva' é um dos meus textos favoritos. Eu acho que perder alguém que se ama deve doer demais...

Beijão da
Lu Paes!


ps.: Vou sair ao sol, sem medo de queimar! A vida é para se correr riscos, não é? ^^

Cleide disse...

Oi, Pedro! Eu sabia que as imagens iam te inspirar! Casamento perfeito. Se o artista soubesse português, ficarei feliz com a "ilustração" que vc fez para o desenho!!! bjão

glória disse...

Que belo! "a gente se põe para fora" e deixa lá dentro um outro tanto de vida que silencia, mesmo que faça frio. Será que morre com o tempo? O frio pode ser adornado de esperança. sei lá, perdào por um tanto de associaçòões mais que livres que seu poema me suscitou. bjs

niki disse...

deixa lá dentro que uma hora ele deixa de existir... como tudo nessa vida.
lindo texto.

Nuvem disse...

Pedro,

não sei que porta abri para vir aqui parar, mas sei que adorei que pisei as nuvens ao caminhar neste sítio encantado! Obrigada.:)

Nuvem disse...

Risos... esqueci-me de deixat tb a minha morada do céu: www.escrevercartasparachover.blogspot.com

Seja bem-vindo em dias de chuva e dias e de sol flamejante!

Clarissa Guerra disse...

Belíssimo, Pedro!

Beijo!

Jamile Gonçalves disse...

Ah, não seja tão cruel com o frio! Ele pode ser um bom motivo para que nos aqueçamos! Adorei teus versos...

Ricardo Thadeu disse...

Nunca vi uma poética tão leve e tão atraente, meu rapaz. Bom trabalho!


¡Adiós!

Gabriela disse...

Oi, Pedro! Adorei seu blog... lindas as palavras e lindas as ilustrações... coisa de quem flutua no ar, colorido de leveza... e leva a gente junto.

Obrigada pela visita no meu blog.

Vou te adicionar o orkut, tá?!
Beijo.

Marcelo A. disse...

Cara, muito bom...

Às vezes, me sinto meio Alice nessa Internet de meu Deus, entrando aqui e saindo ali. Foi assim, meio no escuro, que cheguei aqui n'"A Torre"... Sem comentários! Suas palavras, o colorido... A gente vai longe!

Ah, li também seu post sobre o Pirata do Espaço... Eu devo ser tão velho quando seu mano, e também era amarrado nas aventuras do Joey e da Rita. Bons tempos!

Tô te acompanhando, viu?

Passa lá em casa:

www.marcelo-antunes.blogspot.com

Abração e sucesso!!!

Ed disse...

Como disse a Lu Paes: este texto seu é especial. Uma maneira diferente de escrever (não sei explicar ainda o que), e poesia pura no final. Mas seu colocar um olhar concreto (detesto isso - rs), não deixaria o frio morrer com o tempo dentro da mala. Gosto dele, mais que do calor. :) Abração, amigo e parabéns por mais este!

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Caro Pedro. E a Juliet continua por cá com seu guarda-chuvas em meio à chuva intermitente dos seus próprios sentires? Talvez devesses ouvir Valérie do Vitor Ramil pra ver se a Juliet tem algum parentesco com ela... Quanto a minha genialidade, ponho ela em questão, pois não quero vender minha vida em troca de qualquer palavra, muito embora minha vida seja tão-somente uma palavra na escritura do mundo. Portanto, agradeço o elogio, apesar de achar o mesmo excessivamente megalomaníaco, quanto mais se direcionado a um leonino como yo, considerando que o problema é eu me convencer disso (coisa que de modo algum quero, já que me faria parar no escrita e portanto no espaço-tempo do que sou). E estou esperando o seu próximo poema e, quem sabe, um companheiro para a Juliet, o qual possa segurar o guarda-chuvas pra ela ou mesmo pular poças d'água suja ao seu lado, fazendo com que os beijos, mesmo que respingados do barro dos asfaltos, sejam beijos repletos de carinho para esta caricatura da sua imaginação de poeta. Um fraterno abraço. Adicione-me no MSN se quiseres: eduardo7frizzo@hotmail.com. E no Orkut também estou. Falamos e lembre-se: a rapadura é doce mas não é mole não. Fica bem na tua torre mas nunca pense que ela seja de marfim, porque ela está mais para varinha pós-Harry Potter e portanto com qualidade para ser chamada de literatura. E ainda mais: arte. Falamos, caudilho.

Marcelo A. disse...

Cara, que fubá o meu! Desculpa, mas eu nem percebi isso. Sabe como é, você é Pedro Antônio, seu irmão podia ser... Sei lá! Pedro José... Rsrsrs! Meu pai é Luiz como meu avô; tenho uma tia Marina,igualzinho à minha avó...

Enfim: o erro foi meu. O texto está perfeito, o afobado aqui é que não teve percepção suficiente pra entender o que você queria passar. Foi mal, mas às vezes, Tico e Teco não conseguem funcionar juntos...

Valeu pelos comentários! Muita generosidade sua, valeu mesmo! E fique à vontade, pra voltar mais vezes!

Abração!

Vinícius de R. Rodovalho disse...

Isso me lembra daquele velho dilema biológico: lá fora há bactérias, vírus, fungos, protozoários e os mais diversos riscos. Então a pessoa resolve ficar em casa, em todo o seu conforto e segurança. E deixa a vida passar sozinha.

Não adianta se esconder do Sol, é o que eu acho. Quem tenta se preservar demasiadamente, acaba por se isolar. E sofrer os perigos e o frio do isolamento.

Há quem viva e há quem exista, apenas.

Gostei muito da imagem. Bem ilustrativa.

:)

Nuvem disse...

Pedro,

por assim dizer: mi casa, su casa.
Afortunados daqueles que recebem a chuva na face e sentem o calor no corpo tão só porque se dispõem a amar a vida!

É um prazer albergar todas as cores que uma torre mágica pode conter e assim: "pondo-nos para fora, deixando o frio lá dentro"!:)

Volte sempre! De todas as vezes!E se faça anunciar em arco-íris de lágrima no céu!

beijo

Davi(d) disse...

Parabéns pelo blog. Adorei os textos que aqui estão, grande criatividade ;)

Georgio Rios disse...

Cara , vi o link no blog de Lupeu e de Ricardo e resolvi dar uma conferida.Boa aposta fiz, teu blog e teus textos estão de marravilha!!!Já to seguindo!!!

marcela disse...

poxa vida, muito obrigada :DD
também gostei muito daqui e vou voltar sim ;)
muiito lindo o que você escreve *-*
parabéns ;)

:***

Davi(d) disse...

Eu agora é que fiquei contente com o seu comentário. Pode ter a certeza que vou andar aos seus textos. :D
Pelo que percebi, você é jornalista certo? Também quero ver se sigo por essa área.
Um abração e cá fico à espera de mais textos :D

Professora Lara disse...

Hum... que calor gostoso eu senti ao ler os versos, mas as vezes o frio chega de mansinho e conquista um cantinho bem especial e com um sorriso maroto encanta a minha vida!
abraço

Moça do Fio disse...

É sempre bom morrer um pouquinho, e o melhor, é que cada morte permite uma vida.

Beijos.

PS: Imagens perfeitas.

Adriana ♣* disse...

Seu malvado!
Você matou o frio!!!
Eu A-D-O-R-O o frio!!!
Por isso que ele não aparece mais...
Que menino danado, sô!
Você, por favor, faça ele voltar logo!
Beijos
Adri